Friday, January 26, 2007


“Ela está trêmula ao vento como a ultima folha de uma arvore no final do outono, eu deixo ela ouvir os meus passos, eu a percebo tensa em algum momento”: - Quer um cigarro? Eu pergunto, ela diz que está tudo bem e aceita, me pergunta se estou tão entediado com as pessoas no salão de festas quanto ela eu digo então que: - Não estou aqui por causa da festa, eu estou aqui por sua causa, eu estou de olho em você a dias, você é tudo que um homem poderia querer, não é apenas seu rosto, suas formas ou sua voz – eu acendo o seu cigarro como bom cavalheiro que sou – são seus olhos, seus lindos olhos e tudo o que vejo neles. - E o que você vê em meus olhos- ela pergunta interessada. - Eu vejo uma quietude louca você está cansada de fugir – ela me olha assustada como se eu tivesse segurando com minha mão forte o seu coração – você está pronta para enfrentar o que tiver que enfrentar, mas não quer enfrentar sozinha. O silêncio perdura por alguns instantes enquanto ela olha fixamente em meus olhos, ela diz que eu estou certo, o vento na sacada do 66° andar eleva-se elétrico, eu então dou graças a deus por estar sentido-a em meus lábios, ela é macia, delicada, quente, e quase sem peso, seu perfume é uma doce promessa que me leva as lágrimas, eu digo a ela que tudo vai dar certo, eu a abraço bem forte, e digo que só eu poderei salvá-la do que quer que seja que a está assustando e que eu a levarei para bem longe daquilo tudo, eu digo a ela que a amo muito, o silenciador, transforma tudo em um breve sussurro, eu a abraço ainda mais forte, olho fixamente em seus olhos, até o seu ultimo suspiro, é triste, nunca saberei o que a assustava e do que ela realmente fugia. Vou descontar o cheque dela amanhã!